quarta-feira, 7 de outubro de 2009

JESUS DISFARÇADO

A esposa do Francisco perguntou qual era a minha religião. Falei que não seguia nenhuma. Ela, um pouco constrangida, olhou bem nos olhos do marido e disse que talvez eu fosse "Jesus Disfarçado" que estava ali, fazendo o bem...
Este comovente fato aconteceu comigo na última segunda-feira, ocasião em que eu fui até a casa do Francisco para presentear-lhe esta foto aí de cima.
Chico é pedreiro e mora no Jardim Franciscato, bairro pobre de Londrina.
Esta foto foi feita na manhã de um domingo. A Praça Tomi Nakagawa estava vazia, apenas o Chico com o seu filhinho passava por ali... Fiz a foto deles e em um breve bate-papo disse-me que estava esperando a esposa e a filha sairem do Pronto Atendimento Infantil (PAI), pois havia a suspeita de gripe suína.
Anotei o seu endereço e depois de algum tempo apareci no Jardim Franciscato. Despretensiosamente quiz apenas devolver o afeto, exercitar a gratidão por tudo o que a fotografia me dá. E vejam só que história belíssima que resultou.
Ah, levei também uma caixa de bombom para as crianças.
* Esta foto faz parte da exposição "A Praça é Nossa", realizada no Sesc-Londrina.
Confira matéria da Folha de Londrina:

6 comentários:

Samantha Abreu disse...

pois ainda bem que religião não dá cara à Jesus algum.
a gente pode, assim, encontrá-lo por aí, nas praças, praias ou botecos.

Lindas as fotos!


bjs,
Samantha

walter ney disse...

Oi, Samantha, beleza pela visita. Apareça outras vezes.
Curti a sua prosa nos blogs.
Valeu!
bjs

Olivino disse...

Olha voce que se fez passar por Diplomata Indiano no Rio de Janeiro, não me espantaria tal comparação, quem é que sabe?

walter ney disse...

Hehehe... são as minhas várias faces.
Fiquei muito emocionado pelo momento lá no Franciscato.
abs

!! MeNiNa dE aMaRaLiNa !! disse...

Que o seo Chico possa guardar a foto e lembrar de seu gesto assim... pura e simplesmente pela vontade de se doar, independente se há ou não religião por trás disso tudo. Maravilhosas fotos!

walter ney disse...

Muita vida pulsante por trás das fotografias. Me envolvo intensamente nestas vidas paralelas.
A Menina de Amaralina é baiana?
Valeu e apareça sempre!